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	<title>CEMITÉRIO DAS PALAVRAS &#187; textos diversos</title>
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		<title>CEMITÉRIO DAS PALAVRAS &#187; textos diversos</title>
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		<title>Espírito olímpico</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Sep 2008 18:37:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>karen</dc:creator>
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(Texto publicado no jornal voltado para a comunidade nikkei no qual colaboro)
Durante o mês de agosto a minha rotina televisiva, assim como a de muitas pessoas em todo o mundo, foi ligeiramente alterada por conta das Olimpíadas de Pequim e, ao invés de assistir aos jornais, eu assistia às competições esportivas. Alguns podem acusar as [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cemiteriodaspalavras.wordpress.com&blog=4217475&post=427&subd=cemiteriodaspalavras&ref=&feed=1" />]]></description>
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(Texto publicado no jornal voltado para a comunidade nikkei no qual colaboro)</p>
<p style="text-align:justify;">Durante o mês de agosto a minha rotina televisiva, assim como a de muitas pessoas em todo o mundo, foi ligeiramente alterada por conta das Olimpíadas de Pequim e, ao invés de assistir aos jornais, eu assistia às competições esportivas. Alguns podem acusar as Olimpíadas de desviarem a atenção de assuntos que poderiam ser considerados mais importantes, como conflitos armados e questões políticas e econômicas, mas acredito que elas sejam boas por isso mesmo, por aliviarem um pouco o nosso dia-a-dia de notícias negativas.</p>
<p style="text-align:justify;">Pouco importa que tudo não passe de um show, que a China tenha se “maquiado” para esconder vários de seus defeitos, que a menina que tenha se apresentado na abertura dos jogos não tenha sido a mesma que tenha cantado aquela canção, há sempre momentos emocionantes proporcionados por atletas que servem de exemplo para nós e pelos quais acabamos torcendo mesmo que não representem nosso país, como os corredores de países como a Etiópia e a Eritréia, países africanos tão pobres onde os jovens correm com tênis furados na expectativa de chegarem ao pódio algum dia, ou aquelas pessoas que superaram tantas dificuldades apenas para se apresentarem diante do mundo por alguns minutos.</p>
<p style="text-align:justify;">Também há a beleza dos movimentos executados com precisão que nos fazem pensar em como a vontade e o corpo humanos são incríveis. Nunca fui boa atleta, na verdade, na adolescência, ficava entre aqueles alunos que não gostavam das aulas de educação física e achava mortificante ter que jogar vôlei ou basquete, pois, obviamente, não levava jeito para a coisa, mas hoje já fiz as pazes com o passado e concluí que, assim como nem sempre se ganha o ouro nas Olimpíadas, na vida, também não é possível ter resultados excelentes em tudo. O que vale é o esforço.</p>
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		<title>Dia da avó</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Aug 2008 09:48:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>karen</dc:creator>
				<category><![CDATA[textos diversos]]></category>

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(Texto publicado no jornal voltado para a comunidade nikkei no qual colaboro)
Dia 26 de julho foi o dia da avó. Ignorava a existência dessa data, mas é uma homenagem muito justa. Todos devem ter boas lembranças de suas avós, dos pratos que só elas sabem preparar e das histórias de episódios de suas vidas que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cemiteriodaspalavras.wordpress.com&blog=4217475&post=412&subd=cemiteriodaspalavras&ref=&feed=1" />]]></description>
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<p>(Texto publicado no jornal voltado para a comunidade nikkei no qual colaboro)</p>
<p style="text-align:justify;">Dia 26 de julho foi o dia da avó. Ignorava a existência dessa data, mas é uma homenagem muito justa. Todos devem ter boas lembranças de suas avós, dos pratos que só elas sabem preparar e das histórias de episódios de suas vidas que ouviram na infância.</p>
<p style="text-align:justify;">A minha “batchan” é uma mulher que admiro muito, quando era pequena, ela me inspirava um certo medo, pois era séria e não dava demonstrações efusivas de carinho. Ela sempre trabalhou muito, mesmo hoje, com mais de oitenta anos, ainda faz costura sob encomenda e repara roupas para as pessoas que batem na sua porta, foi assim que pagou pelo apartamento onde mora e ajudou os filhos em momentos de dificuldades.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando eu tinha uns nove anos, costumava acordar cedo aos sábados e pegava uma carona com meu pai que me deixava em um ponto de ônibus no meio de seu trajeto para o serviço. Eu tomava um ônibus e ia visitar minha avó. Ela era viúva e eu achava que minha companhia lhe fazia bem, pois ela passava o dia sozinha.</p>
<p style="text-align:justify;">Minha avó abria a porta do apartamento para que eu entrasse e voltava para a sua costura. Eu ficava olhando os vasos de begônias e violetas que enchiam as janelas e fazia perguntas bobas para chamar sua atenção. Quando me aborrecia, assistia à televisão ou dava uma volta pelo jardim do prédio.</p>
<p style="text-align:justify;">No meio da manhã, íamos até a feira e eu a ajudava com as compras. Aquele era o único momento em que ela fazia uma pausa. Eu ia embora pouco antes da hora do almoço, pegava o ônibus outra vez, encontrava meu pai no serviço e voltávamos juntos para casa.</p>
<p style="text-align:justify;">Não sei o que minha avó achava daquela neta que batia na sua porta nas manhãs de sábado, talvez achasse graça, talvez não compreendesse que raios eu ia fazer ali, mas acho que nossa relação tornou-se mais estreita ao longo dos anos devido a minha insistência.</p>
<p style="text-align:justify;">
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		<title>Confiar ou desconfiar?</title>
		<link>http://cemiteriodaspalavras.wordpress.com/2008/08/19/confiar-ou-desconfiar/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 13:19:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>karen</dc:creator>
				<category><![CDATA[textos diversos]]></category>

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		<description><![CDATA[(Texto publicado no jornal voltado para a comunidade nikkei no qual colaboro)
Outro dia vi o resultado de uma pesquisa sobre o grau de confiança dos habitantes de diversos países publicado em uma revista americana. A pergunta que devia ser respondida era algo como: “Você confia em estranhos?” Países nórdicos como a Finlândia e a Noruega [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cemiteriodaspalavras.wordpress.com&blog=4217475&post=371&subd=cemiteriodaspalavras&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">(Texto publicado no jornal voltado para a comunidade nikkei no qual colaboro)</p>
<p style="text-align:justify;">Outro dia vi o resultado de uma pesquisa sobre o grau de confiança dos habitantes de diversos países publicado em uma revista americana. A pergunta que devia ser respondida era algo como: “Você confia em estranhos?” Países nórdicos como a Finlândia e a Noruega eram alguns dos lugares onde a maioria das pessoas respondeu “sim”, lá no fim do gráfico, estava o Brasil. Não fiquei surpresa com o resultado, afinal, com os vários exemplos de insegurança, violência e corrupção que vemos estampados nos jornais todos os dias, a desconfiança acaba sendo o melhor mecanismo de defesa.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas é uma constatação triste, não é mesmo? Por aqui, achamos as pessoas que confiam em estranhos ingênuas. Se fosse morar na Finlândia, eu fico me perguntando se conseguiria confiar em estranhos como eles parecem confiar ou se sempre ficaria com aquela “pulga atrás da orelha”. Será que conseguiria viver sem muros, não temeria andar sozinha ao cair da noite, não seguraria mais a alça da bolsa na rua, não desconfiaria da polícia, conseguiria parar o carro para ajudar um estranho ou deixaria de verificar se as portas e as janelas estão bem fechadas? Convenhamos, viver assim não é muito normal, mas esses são gestos e sentimentos gerados por nossa realidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Apesar do brasileiro ter a fama de ser caloroso e acolhedor, quando algum estrangeiro vem para cá, uma das coisas que fazemos é pedir que não ande por aí exibindo máquinas fotográficas ou outros pertences de valor, não freqüente determinados lugares ou dê atenção a estranhos. E quando alguém volta do Japão após meses ou anos de trabalho naquele país, uma das recomendações feitas à família é a de que a data de retorno não seja divulgada.</p>
<p style="text-align:justify;">Será que algum dia estaremos em uma posição mais favorável em uma pesquisa sobre o grau de confiança de um povo? Atualmente, tenho grandes dúvidas. O que sei é que muita coisa ainda precisa mudar. Insegurança, violência e corrupção, por exemplo, precisam ser palavras menos freqüentes em nosso vocabulário.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/cemiteriodaspalavras.wordpress.com/371/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/cemiteriodaspalavras.wordpress.com/371/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cemiteriodaspalavras.wordpress.com/371/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cemiteriodaspalavras.wordpress.com/371/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cemiteriodaspalavras.wordpress.com/371/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cemiteriodaspalavras.wordpress.com/371/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cemiteriodaspalavras.wordpress.com/371/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cemiteriodaspalavras.wordpress.com/371/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cemiteriodaspalavras.wordpress.com/371/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cemiteriodaspalavras.wordpress.com/371/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cemiteriodaspalavras.wordpress.com/371/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cemiteriodaspalavras.wordpress.com/371/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cemiteriodaspalavras.wordpress.com&blog=4217475&post=371&subd=cemiteriodaspalavras&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Ser ou não ser brasileiro?</title>
		<link>http://cemiteriodaspalavras.wordpress.com/2008/07/25/ser-ou-nao-ser-brasileiro/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 18:24:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>karen</dc:creator>
				<category><![CDATA[textos diversos]]></category>

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		<description><![CDATA[(Texto publicado no jornal voltado para a comunidade nikkei no qual colaboro)
O príncipe Naruhito veio e se foi. Vários tipos de eventos relacionados à cultura japonesa pontilharam o mês de junho, mês oficial da comemoração dos cem anos de imigração. Infelizmente, não participei de nenhum deles, mas li vários depoimentos emocionados de imigrantes e seus [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cemiteriodaspalavras.wordpress.com&blog=4217475&post=316&subd=cemiteriodaspalavras&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>(Texto publicado no jornal voltado para a comunidade nikkei no qual colaboro)</p>
<p style="text-align:justify;">O príncipe Naruhito veio e se foi. Vários tipos de eventos relacionados à cultura japonesa pontilharam o mês de junho, mês oficial da comemoração dos cem anos de imigração. Infelizmente, não participei de nenhum deles, mas li vários depoimentos emocionados de imigrantes e seus descendentes. Atrás dos olhos puxados, sempre há uma história interessante, basta superar a reserva inicial para ouvir histórias de lutas, conquistas, alegrias e tristezas.</p>
<p style="text-align:justify;">Também assisti a<a href="http://japao100.abril.com.br/blog_janeladekassegui/2008/02/12/dekassegui/"> um curta-metragem sobre a vida dos dekasseguis no Japão.</a> Não podemos esquecer que a história dos que retornaram, mesmo que momentaneamente ao arquipélago, também faz parte da história dos que chegaram aqui há cem anos atrás.</p>
<p style="text-align:justify;">O filme começa com cenas noturnas de uma cidade iluminada pelas luzes de neon. Amanhece. Ouvimos os sons típicos de uma cidade, algumas palavras impessoais em japonês e depois o som do despertador que anuncia mais um dia de trabalho de um brasileiro no Japão.</p>
<p style="text-align:justify;">Acompanhamos um pedaço de sua rotina, seu trajeto de bicicleta até o trabalho, com direito a uma parada em uma daquelas onipresentes máquinas de vendas automáticas. A volta, já no escuro, é idêntica. O rapaz não fala nada e as vozes e os sons que o acompanham durante o filme são sempre impessoais, quase mecânicos.</p>
<p style="text-align:justify;">No final, durante os créditos, o ator, que representa sua vida real, conta um pouco de sua história, fala de sua dificuldade de adaptação e, principalmente, de seu conflito de identidade, pois se no Brasil os nikkeis estão acostumados a considerarem-se “japoneses” e os outros, os ocidentais, são aqueles chamados de “gaijins”,após seu desembarque no Japão, ele descobre que, ali, ele é o “gaijin”, algo que faz com que reavalie a forma como vê a si mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">(Agradeço <a href="http://nosquatrocantosdomundo.blogspot.com/2008/06/o-que-ser-dekassegui.html">a Akemi </a>pelo link do curta!)</p>
<p style="text-align:justify;">
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/cemiteriodaspalavras.wordpress.com/316/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/cemiteriodaspalavras.wordpress.com/316/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cemiteriodaspalavras.wordpress.com/316/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cemiteriodaspalavras.wordpress.com/316/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cemiteriodaspalavras.wordpress.com/316/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cemiteriodaspalavras.wordpress.com/316/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cemiteriodaspalavras.wordpress.com/316/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cemiteriodaspalavras.wordpress.com/316/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cemiteriodaspalavras.wordpress.com/316/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cemiteriodaspalavras.wordpress.com/316/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cemiteriodaspalavras.wordpress.com/316/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cemiteriodaspalavras.wordpress.com/316/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cemiteriodaspalavras.wordpress.com&blog=4217475&post=316&subd=cemiteriodaspalavras&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Ao redor das fogueiras</title>
		<link>http://cemiteriodaspalavras.wordpress.com/2008/06/20/ao-redor-das-fogueiras/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Jun 2008 11:44:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>karen</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(Texto publicado no jornal voltado para a comunidade nikkei no qual colaboro)
Junto com o friozinho das noites de inverno, chega a época das festas juninas e julinas. Faz muito tempo que não participo dessas comemorações, mas esta época do ano traz boas lembranças. Quando era criança, morava em um bairro novo, com muitos terrenos ainda [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cemiteriodaspalavras.wordpress.com&blog=4217475&post=219&subd=cemiteriodaspalavras&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">(Texto publicado no jornal voltado para a comunidade nikkei no qual colaboro)</p>
<p style="text-align:justify;">Junto com o friozinho das noites de inverno, chega a época das festas juninas e julinas. Faz muito tempo que não participo dessas comemorações, mas esta época do ano traz boas lembranças. Quando era criança, morava em um bairro novo, com muitos terrenos ainda vazios onde a molecada da vizinhança se reunia para brincar.</p>
<p style="text-align:justify;">Nos finais de semana de junho, passávamos o dia recolhendo pedaços de madeira nos quintais de nossas casas ou procurando galhos secos no meio do mato, levávamos o que encontrávamos para um dos terrenos que tínhamos limpado e montávamos nossa fogueira. À noite, nós a acendíamos e nos aquecíamos ao seu redor, cada um contribuía com o que podia, alguém levava o milho que uma das mães transformava em pipoca e outro trazia batatas-doces que eram colocadas entre as brasas da fogueira.</p>
<p style="text-align:justify;">Também havia bombinhas, elas pontilhavam nossa pequena festa com seus estouros seguidos pelos gritos da criançada. A alegria era ainda maior quando havia fogos de artifício: chuvas de ouro, buquês de noivas, vulcões ou aquelas simples varetas que acendíamos e segurávamos por uma das pontas enquanto observávamos a chuva de fagulhas coloridas cair no chão. (Hoje em dia, sempre me lembro de que no Japão, neste mesmo período do ano, são realizadas grandes queimas de fogos por todo o arquipélago. A diferença é que aqui é inverno, enquanto lá é verão.)</p>
<p style="text-align:justify;">Depois de comermos as batatas-doces com as mãos sujas após removermos suas cascas pretas como carvão, cada um voltava para casa e, na semana seguinte, repetíamos tudo outra vez.</p>
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		<title>A família do outro lado do mundo</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 11:41:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>karen</dc:creator>
				<category><![CDATA[textos diversos]]></category>

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		<description><![CDATA[(Texto publicado no jornal voltado para a comunidade nikkei no qual colaboro)
Ir ao Japão provavelmente é algo que já passou ao menos uma vez pela cabeça dos descendentes de japoneses. Realizei esse desejo há quase dez anos atrás e foi mesmo uma experiência especial.
Fui com uma bolsa de estudos do governo japonês e passei um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cemiteriodaspalavras.wordpress.com&blog=4217475&post=215&subd=cemiteriodaspalavras&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>(Texto publicado no jornal voltado para a comunidade nikkei no qual colaboro)</p>
<p style="text-align:justify;">Ir ao Japão provavelmente é algo que já passou ao menos uma vez pela cabeça dos descendentes de japoneses. Realizei esse desejo há quase dez anos atrás e foi mesmo uma experiência especial.</p>
<p style="text-align:justify;">Fui com uma bolsa de estudos do governo japonês e passei um mês no país. Visitei Tóquio, Osaka, Nara, Kyoto e Hiroshima. Também conheci a família de meu pai e essa talvez tenha sido a experiência mais estranha da viagem: encontrar uma avó e tios que conhecia apenas por fotos. Ao contrário de algumas culturas, não fui recebida com abraços efusivos e beijinhos no rosto. Não, japoneses não fazem isso. Eu mesma não gosto de fazer isso e até hoje fico sem jeito quando alguém que mal conheço se aproxima para me dar um abraço.</p>
<p style="text-align:justify;">Meu pai trabalhava no Japão na época, em um dia de folga, ele me encontrou em Tóquio e partimos de trem na direção da província vizinha de Chiba. Depois de uma baldeação e vários minutos em um trem que atravessava montanhas verdes e parava em estações onde não havia ninguém, chegamos ao nosso destino. Era um pequeno vilarejo na península. Ninguém nos esperava, fizemos aquela viagem por impulso e todos estavam trabalhando. Pegamos um táxi e chegamos em uma casa bonita e isolada no campo.</p>
<p style="text-align:justify;">Minha avó paterna estendia roupas no varal em um meio-dia tórrido de verão. Era uma velhinha curvada, bem idosa e com um ligeiro problema de audição.</p>
<p style="text-align:justify;">Conversamos pouco, não tínhamos assunto. Eu estava lá, ela estava lá e isso bastava. Meus tios voltaram do trabalho, uma prima que trabalhava em Tóquio e outros tios que moravam em outro lugar vieram para o jantar. Eles conversaram com meu pai, trocaram algumas palavras comigo e foi tudo.</p>
<p style="text-align:justify;">Dormimos sobre o tatami da sala e voltamos para Tóquio no dia seguinte. Meu pai voltou para a província em que trabalhava e eu fiquei relembrando fragmentos daquela visita insólita.</p>
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		<title>Uma pequena viagem</title>
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		<pubDate>Tue, 20 May 2008 11:30:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>karen</dc:creator>
				<category><![CDATA[textos diversos]]></category>

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		<description><![CDATA[(Texto publicado no jornal voltado para a comunidade nikkei no qual colaboro)
Um dos programas que mais gosto de assistir na NHK é o &#8220;Chiisana Tabi&#8221;, algo como &#8220;Pequenas viagens&#8221;, cada episódio de cerca de trinta minutos se passa em um ponto diferente no arquipélago japonês e a idéia é acentuar um caráter típico do lugar. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cemiteriodaspalavras.wordpress.com&blog=4217475&post=212&subd=cemiteriodaspalavras&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">(Texto publicado no jornal voltado para a comunidade nikkei no qual colaboro)</p>
<p style="text-align:justify;">Um dos programas que mais gosto de assistir na NHK é o &#8220;Chiisana Tabi&#8221;, algo como &#8220;Pequenas viagens&#8221;, cada episódio de cerca de trinta minutos se passa em um ponto diferente no arquipélago japonês e a idéia é acentuar um caráter típico do lugar. Geralmente são vilarejos pequenos com poucos habitantes, um bairro conhecido por alguma característica particular ou mesmo uma única rua.</p>
<p style="text-align:justify;">A reportagem mostra imagens bonitas e acompanha o dia-a-dia de algumas pessoas que vivem por ali: aquele senhor que se lembra de como o bairro era há cinquenta anos atrás, o garoto que vai deixar seu vilarejo para ir estudar na cidade ou a mulher que perdeu o marido e lembra-se dele ao olhar para os pés de cerejeira de sua rua.</p>
<p style="text-align:justify;">São histórias tocantes, humanas. Cresci com a idéia de que os japoneses não mostram seus sentimentos, não choram em público, mas, ou as coisas mudaram, ou estive enganada por muito tempo, pois sempre vejo velhinhos ficarem com olhos marejados enquanto contam as histórias do passado e lembram com carinho dos sacrifícios que seus pais fizeram para criá-los, ou quando falam sobre filhos que perderam ao longo da vida.</p>
<p style="text-align:justify;">Claro que há um outro lado do Japão, aquele mais cinza, no qual os idosos vivem sozinhos e abandonados pela família, muitos jovens não vêem perspectivas para o futuro, enquanto outros dedicam-se a um consumismo desenfreado. O programa, no entanto, procura enfatizar os valores da comunidade, o calor dos relacionamentos, as pequenas coisas que , apesar de insignificantes, dão um quê de especial ao cotidiano.</p>
<p style="text-align:justify;">Sempre que um episódio termina, deixa um sentimento gostoso e a vontade de conhecer o lugar mostrado. Mesmo que a realidade geral não seja aquela, não deixa de ser um bom programa.</p>
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