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	<title>CEMITÉRIO DAS PALAVRAS &#187; história</title>
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		<title>The discovery of France &#8211; Graham Robb</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jan 2008 18:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>karen</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><a href="http://bp2.blogger.com/_1UWyqLpNmgg/R3_Ce_dmMeI/AAAAAAAAA88/e8sx6NDxqsg/s1600-h/IMG_9900.JPG"><img style="display:block;text-align:center;cursor:pointer;margin:0 auto 10px;" src="http://bp2.blogger.com/_1UWyqLpNmgg/R3_Ce_dmMeI/AAAAAAAAA88/e8sx6NDxqsg/s400/IMG_9900.JPG" border="0" alt="" /></a>&#8220;Agora você não pode me dizer que eu nunca a levei para a França&#8221;. Foi dizendo isso que O. me <a href="http://www.amazon.com/Discovery-France-Historical-Geography-Revolution/dp/0393059731">estendeu este livro</a>. Apesar de não ser exatamente a idéia que tinha em mente quando lhe dizia que gostaria de &#8220;conhecer a França&#8221;, acho que aprendi coisas muito interessantes lendo as suas páginas. Por exemplo, é possível ver como a idéia de um país unido e homogêneo é bem recente, até meados do século XIX, há lugares inexplorados ou pouco conhecidos e muito do que era chamado de &#8220;francês&#8221; na época deveria ser chamado de &#8220;parisiense&#8221; para ser mais correto. Foi por meio de um longo processo educativo (com direito a tabefes e cascudos) que a língua francesa conseguiu prevalecer diante dos diversos dialetos regionais e foi necessário superar a desconfiança dos habitantes de diversos vilarejos para mapear todas as regiões. O livro começa narrando o ritmo moroso das viagens longas por estradas precárias e a penúria dos rincões isolados e termina com uma França mais parecida com aquela que conhecemos, mas uma certa nostalgia em relação a muito do que se perdeu com a modernização e o progresso é indisfarçável.<br />
Graham Robb conta vários fatos pitorescos, ele descreve o modo como cães treinados eram usados para contrabandear sal e outros produtos através da fronteiras e menciona como os barqueiros que transportavam barris de vinho da Borgonha até Paris faziam suas próprias &#8220;degustações&#8221; durante a viagem que durava vários dias. Apenas a título de curiosidade, traduzi um trecho sobre a alimentação no começo do século XIX:</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Para os turistas que se aventuravam além de Paris, o verdadeiro sabor da França era o de pão amanhecido. O grau de envelhecimento refletia a disponibilidade de combustível. Um manual de arquitetura rural publicado em Toulouse em 1820 declarava que o forno público deveria ser suficientemente grande para permitir que o pão da semana pudesse ser assado em um único período de vinte e quatro horas. Nos Alpes, pão suficiente era feito de uma só vez para durar um ano e às vezes dois ou três anos. Ele era assado, ao menos uma vez, depois pendurado sobre um fogo fumarento ou seco ao sol. Às vezes, o &#8220;pão&#8221; era apenas um biscoito de farinha de cevada e feijão. Para torná-lo comestível e melhorar a cor, ele era amaciado em coalhada ou soro de leite. Pessoas ricas usavam vinho branco.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Talvez a França no período não seja apresentada de seu melhor ângulo, mas o livro mostra como o país em particular, e a Europa em geral, creio eu, passou por mudanças profundas na virada do século XIX para o XX.</p>
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