Tenho visto vários filmes nestas férias. Durante as festas assistimos a 8 episódios de Berlin Alexanderplatz do Fassbinder, foi meu presente de Natal para o O., ainda faltam 4 episódios. O filme (ou longa longuíssimo) conta a história de Franz Biberkopf, um homem que sai da prisão após cumprir uma pena de 4 anos por ter matado sua namorada. Vemos Berlim no período entre guerras, a pobreza geral, a inflação galopante, o desemprego, e Franz procurando reconstruir sua vida, levando tombos, enchendo a cara (às vezes dá vontade de chamá-lo de Franz “Bierkopf”). Ele faz um tipo de filósofo de boteco atormentado e por vezes bonachão, apesar de sua situação precária, sempre há mulheres por perto dispostas a fazer tudo por ele. O filme é longo, o clima meio sombrio, e, aqui e lá, vemos sugestões de que Hitler está por perto…
Quero terminar de ver o resto, espero que O. se anime.
Dentre os filmes mais recentes, vi WALL.E que merecidamente ganhou o globo de ouro de melhor animação ontem. A história do robozinho solitário e carente em uma Terra coberta de lixo é muito bem feita, apesar de poucos diálogos, ela é comovente.
Também vi Milk, o Sean Penn está ótimo como Harvey Milk, o ativista e político que defende os direitos dos homossexuais em São Francisco. Só não me conformo com o fato do cara ter sido assassinado por um colega político a troco de nada.
Por fim, vi Vicky Cristina Barcelona do Woody Allen. Dos três últimos filmes dele é, de longe, o melhor. Realmente ótimo. O Javier Bardem está muito bem como o pintor espanhol que encanta duas turistas americanas (Scarlett Johansson e Rebecca Hall), ele se posta na frente das duas em um restaurante e as convida para ir a uma cidade do norte da Espanha com ele, sexo “inclusive“. Ele diz exatamente o que pretende para cada uma delas e não mente em momento algum. Seduzir é mesmo uma arte, pena que muita gente a confunda com sacanagem. Outro personagem magnífico do filme é a cidade de Barcelona, você sai do filme com vontade de ir lá tomar um porre de lugares pitorescos, Gaudí, restaurantes românticos, barzinhos simpáticos…
A música inicial, de Giulia y los Tellarini, é muito gostosa de se ouvir.
Olá!
Também gostei muito do Vicki Cristina Barcelona porque mostra como tantas vezes complicamos coisas tão simples. Aquela frontalidade do pintor? Adorei!
Fiquei com curiosidade agora de ver o “lemon tree”. Se aparecer no clube de vídeo, alugo-o.
Beijinhos daqui do sul e bom ano!
Muito bom o filme, não é mesmo, Billy? Se encontrar, assista Lemon Tree, é um bom filme.
Beijos do Brasil e bom ano para vocês também, aliás, parabéns pelo casamento!