(pintura: Janela aberta, Pierre Bonnard)
Conheci seu pai, sua mãe, seus irmãos.
Afaguei a cabeças de suas gatas e
elas passaram a fugir das minhas mãos.
Conversávamos, contávamos nossos segredos
inofensivos e grandiosos.
Dormíamos no mesmo quarto
após o boa-noite fraterno
e uma última piada
ainda com a luz do corredor acesa.
Até hoje sinto a sua falta,
é como se, no passado,
tivesse deixado uma janela aberta.

também deixei algumas janelas abertas. Procuro nem recordar isso, pois me aperta tanto o coração que me sufoca!
Sonia, a gente sempre deixa alguma…