Feeds:
Posts
Comentários

Posts de Julho, 2008

Janela aberta

(pintura: Janela aberta, Pierre Bonnard)
Conheci seu pai, sua mãe, seus irmãos.
Afaguei a cabeças de suas gatas e
elas passaram a fugir das minhas mãos.
Conversávamos, contávamos nossos segredos
inofensivos e grandiosos.
Dormíamos no mesmo quarto
após o boa-noite fraterno
e uma última piada
ainda com a luz do corredor acesa.
Até hoje sinto a sua falta,
é como se, no passado,
tivesse deixado uma janela [...]

Ler o post por completo »

Fazia algum tempo que não tocava em um livro sobre filosofia e ler The courtier and the heretic (O cortesão e o herege), de Matthew Stewart, foi muito bom. Nele, o autor confronta dois filósofos do século XVII, Leibniz e Spinoza. Sua tese é a de que a filosofia de Leibniz seria uma reação [...]

Ler o post por completo »

Ser ou não ser brasileiro?

(Texto publicado no jornal voltado para a comunidade nikkei no qual colaboro)
O príncipe Naruhito veio e se foi. Vários tipos de eventos relacionados à cultura japonesa pontilharam o mês de junho, mês oficial da comemoração dos cem anos de imigração. Infelizmente, não participei de nenhum deles, mas li vários depoimentos emocionados de imigrantes e seus [...]

Ler o post por completo »

Tivemos tudo

(Pintura: Edvard Munch, Melancolia)
Tínhamos tudo.
Todas as horas entre a meia-noite
e o meio-dia eram nossas.
Todos os gritos e sorrisos,
todo o real e o infinito.
Tínhamos sonhos,
contávamos com o brilho
de nosso destino.
Tivemos tudo,
não precisávamos de relógios,
não contávamos nossos ganhos.
O que temos agora?
A lembrança do que
algum dia foram nossos planos.

Ler o post por completo »

Para Fernando

Fernando, sei que considera as cartas de amor ridículas,
por isso, não lhe escrevo uma carta de amor,
escrevo-lhe apenas uma carta amiga
na qual expresso minha admiração
por seus poemas, pela riqueza de sua escrita.
Sim, Fernando, seus poemas iluminaram muitas tardes de minha adolescência
e fizeram com que não me sentisse tão sozinha.
Eles ensinaram-me que mesmo que nunca ajeite [...]

Ler o post por completo »

Dubrovski – Alexander Pushkin

Uma leitora boliviana de meu outro blog presenteou-me com vários mimos, entre eles, livros e textos. Aura foi um deles, Dubrovski foi outro. Novamente, outra primeira vez: primeira vez que leio Pushkin.
Dubrovski é um texto curto, inacabado e publicado postumamente. O título é o nome do protagonista de uma triste história. Vladimir Dubrovski é um [...]

Ler o post por completo »

Esta cidade

(Pintura: Approaching a city – Edward Hopper)
Esta cidade não é aquela na qual crescemos,
na qual aplaudimos atores nos palcos dos teatros,
na qual gritamos nossos nomes pelas ruas,
na qual fomos tristes e jovens.
Onde vocês estão agora?
Amava esta cidade apenas porque ela era nossa,
antes de partimos, consumimos toda a sua polpa.

Ler o post por completo »

No ônibus

A tarde estava quente e as pessoas amontoavam-se dentro do ônibus, na medida em que ele parava em cada ponto, via novos rostos absorvidos em procurar um espaço ou um assento vazio. Mas não havia assentos vazios, eles estavam todos ocupados, mal havia espaço para apoiar as mãos, cada um precisava vencer a resistência dos [...]

Ler o post por completo »

American Stories – Nagai Kafu

Nagai Kafu é um escritor japonês do começo do século XX e os principais temas de suas obras são a vida e o cotidiano dos bairros de gueixas, das casas de chás, das prostitutas e de seus freqüentadores, figuras do “mundo flutuante” japonês. Eu o conhecia pela tradução inglesa de dois contos longos, During the [...]

Ler o post por completo »

Aura – Carlos Fuentes

Um livro que cabe na palma da mão, praticamente um conto.
Primeiro texto de Carlos Fuentes que leio. Gostei muito da história, comecei a lê-la sentada em uma cantina da universidade, passei para um banco de praça e terminei-a em casa no mesmo dia. A narrativa é envolvente e ia virando uma página atrás da outra.
Felipe [...]

Ler o post por completo »